Mais que músicos, cultive amigos!

Olá, irmãos!

Deixa eu contar uma experiência pra você: O ministério de música que faço parte completou 19 anos de caminhada, e isso é uma grande alegria para nós. De lá até aqui, muitos irmãos participaram do ministério (instrumentistas, cantores, intercessores, colaboradores, enfim, muita gente). E a coisa mais importante não foi ter chegado aos 19 anos de missão, mas ter tido a graça de manter a amizade viva entre nós.
Ainda hoje, sempre que possível, nos encontramos para conversar, nos confraternizar e celebrar essa conquista: “A amizade”. Tem sido uma benção.
“Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo”. (Eclo. 6,16)

Artigo

Hoje em dia, sabemos das dificuldades que coordenadores de grupos de música encontram para reunir os músicos em torno de um propósito, seja para rezar, para formar ou confraternizar. Observa-se em grande parte que os assuntos de interesse dos grupos musicais são tratados por e-mail, pelo “Face” ou pelo “WhatsApp”. Infelizmente os encontros nas casas uns dos outros, para rezar, para assistir a um filme, a um DVD, saborear uma pizza ou fazer um passeio, acabam ficando de lado, dificilmente se consegue reunir o povo. Você também percebe isso?

Seria muito bom se pudéssemos ter em nossos ministérios maior proximidade e maior convivência, e que isso, aos poucos tornasse o rosto amigo de Cristo mais revelado, a ponto de serem contempladas em nós as palavras do Evangelho: “vejam como eles se amam”.

Creio que através dessa pequena reflexão o Senhor nos chama a cuidar desse verdadeiro tesouro que é a amizade pura, sincera e leal.

Fazer/conservar amigos mais que músicos é um desafio, uma missão. Com o passar do tempo, verão quão maravilhoso é, ter amigos que o são dentro e fora do ambiente musical. Com certeza, estar cercado de amigos (velhos e novos) dará mais sentido e razão ao seu ministério.

Mais que músicos, cultivemos amigos!

Abraço fraterno!

Adilson Carvalho

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NÃO SE PERMITA SER UM ANÃO ESPIRITUAL


Acredito que você já deva ter ouvido falar sobre nanismo. “Nanismo é a condição de tamanho de um indivíduo cuja altura é muito menor que a média de todos os sujeitos que pertencem à mesma população. Admite-se que se pode chamar de nanismo quando o tamanho de um indivíduo tem uma estatura até 20% inferior à média dos mesmos indivíduos de sua espécie, à mesma idade. Na espécie humana, em termos de adultos, considera-se anão o homem que mede menos de 1,45 metro, e anã, a mulher com altura inferior a 1,40 metro”. (Fonte: Wikipédia). 

Todos nós somos chamados ao crescimento e desenvolvimento normal de nossa vida cristã.

A citação bíblica a seguir nos faz refletir sobre o nosso desenvolvimento espiritual:

Teríamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender... 12 A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! 13 Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. 14 Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal. Hb. 5,11-14

Muitos de nós, que já não vemos necessidade ou estímulo para sair do lugar em nossa caminhada cristã, acabamos por assumir essa condição de tamanho, ou seja, “o nanismo”.

Tornamos-nos como carros estacionados, sem movimento, ou andando na lentidão da avenida da fé, sem desafios, sem propósito de crescimento. Muitas vezes consideramos que estamos dentro de um nível satisfatório de fé, que já atingimos um nível ideal de espiritualidade.

Quantos de nós, inseridos na Igreja, fazemos apenas o que tem que ser feito, cumprindo apenas uma rotina cristã, mesmo após vários anos de caminhada, sem se aprofundar na doutrina, continuamos tomando leite ao invés de alimento sólido?

Portanto, precisamos nos esforçar, procurando saber como anda o nosso desenvolvimento... Questionando como estou vivendo, investindo, avançando na fé. Pois esse nanismo espiritual a que estamos sujeitos, ao contrário do nanismo físico, é reversível. Podemos sim, sair dessa condição e estatura. Não se permita ser um anão espiritual. O Senhor espera que cheguemos à maturidade.

Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente. Fl. 3,16

Por: Adilson Carvalho
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